Um ano depois de estrear na literatura aos 11 anos, jovem autor de Passo Fundo retoma personagens, dá continuidade a histórias e apresenta novos mistérios em livro que reúne fantasia, suspense e humor
Quando Mateus Schmidt Marta publicou seu primeiro livro, em 2025, tinha 11 anos e começava oficialmente uma trajetória construída a partir de histórias imaginadas desde os 10. Na ocasião, a matéria de lançamento publicada no blog da Marini Editora apresentou um jovem autor que transformava personagens, aventuras e reviravoltas em literatura. “Escrever essas histórias foi como viver muitas vidas ao mesmo tempo”, afirmou Mateus naquele lançamento.
Agora, essa história ganha um novo capítulo.
Em Contos do Mateus – Aventuras e desafios em um mundo inesperado – Volume II, publicado pela Marini Editora, Mateus amplia o universo iniciado na estreia. Personagens retornam, aventuras que haviam ficado em aberto recebem continuidade e novas histórias colocam os leitores diante de livros desaparecidos, florestas assustadoras, objetos mágicos, lugares assombrados e situações em que o cotidiano pode mudar completamente de rumo.
O novo livro confirma aquilo que a primeira publicação já indicava: para Mateus, uma situação comum é apenas o ponto de partida. No primeiro volume, sua imaginação reuniu mais de dez contos e personagens como Mapo, o sapo valente, em narrativas que misturavam aventura, drama e fantasia.
No segundo, essa liberdade criativa continua — mas agora acompanhada de um elemento novo: a construção de continuidade entre os livros.
Histórias retornam e ganham novos caminhos
Logo nas primeiras páginas, o leitor reencontra personagens apresentados no Volume I.
Uma delas é Amanda, protagonista de “Uma Menina Corajosa”. Apaixonada por livros, ela havia enfrentado o fechamento da biblioteca de sua cidade. No segundo volume, a história avança quando todos os livros desaparecem e Amanda decide descobrir quem está por trás do roubo.
Também retorna a aventura de “Um Lugar Nada Seguro”, protagonizada por dez estudantes e pelo professor Nicolas durante um acampamento em uma floresta. O desaparecimento do professor e acontecimentos cada vez mais estranhos fazem uma antiga história contada por Martim sobre um caçador misterioso assumir outra dimensão.
Ao recuperar essas narrativas, Mateus começa a transformar Contos do Mateus em um universo que não necessariamente termina quando a última página de uma história é virada. Personagens podem voltar, perguntas podem atravessar volumes e acontecimentos podem encontrar novas respostas mais adiante.
Um shopping fechado vira cenário de suspense
Entre as histórias inéditas está “Um Shopping Assombrado”.
Mike e Jack, dois irmãos, entram durante a madrugada em um shopping depois de uma proposta feita por Andersson, colega com quem haviam brigado. O encontro, que deveria servir para uma reconciliação, muda rapidamente quando Andersson prende os dois no interior do prédio.
O que inicialmente parece uma travessura começa a assumir contornos de suspense. As saídas se fecham, uma figura semelhante a uma estátua aparece pelos corredores e os personagens precisam encontrar uma maneira de escapar.
A narrativa ilustra uma característica recorrente no livro: Mateus parte de espaços familiares — escola, shopping, casa, floresta — e introduz um acontecimento capaz de alterar completamente a realidade dos personagens.
Um diário perdido desencadeia uma aventura improvável
O mesmo ocorre em “O Diário Perdido”.
David mantém um diário que considera quase como um amigo. Depois de sofrer provocações de James e Liam, dois colegas da escola, o objeto é roubado e acaba caindo em uma tubulação. A partir daí, a tentativa de recuperá-lo cresce em proporção: o diário passa pelo esgoto, percorre outros espaços da cidade e chega até um aterro sanitário.
Mais uma vez, uma situação inicialmente simples é levada para um território improvável. Essa combinação entre cotidiano e exagero imaginativo ajuda a estabelecer o ritmo das histórias do jovem escritor.
Objetos comuns abrem portas para outros mundos
A contracapa do novo volume resume bem o princípio que conduz a coletânea: uma escola, um shopping, uma floresta, um diário, um par de óculos ou até uma simples maçã podem ser o início de mistérios, perseguições, criaturas e acontecimentos inexplicáveis.
Em “Os Óculos Mágicos”, por exemplo, Mateus transforma um objeto cotidiano em elemento fantástico. Outras histórias trabalham com criaturas, pesadelos, alimentos, conflitos escolares e situações que se afastam progressivamente da normalidade.
Fantasia, suspense e humor se alternam sem que o livro procure estabelecer uma única fórmula para os contos.
É justamente essa liberdade que marcou a estreia de Mateus. Na matéria publicada pela Marini Editora sobre o primeiro volume, o jovem escritor já era apresentado como alguém interessado em histórias repletas de reviravoltas e finais inesperados. A publicação também registrava que ele começou a desenvolver seus contos aos 10 anos, enquanto estudava no Colégio Salvatoriano Bom Conselho, em Passo Fundo.
Leia a matéria sobre o lançamento do primeiro volume de Contos do Mateus
Da estreia à construção de uma coleção
O primeiro Contos do Mateus foi publicado em 2025, quando o autor tinha 11 anos. A obra reuniu mais de dez contos e marcou sua estreia oficial na literatura pela Marini Editora.
Naquela ocasião, o editor-chefe Wilson Marini destacou o incentivo da editora às novas vozes. “É um privilégio testemunhar a imaginação de Mateus ganhar forma e ser compartilhada com o mundo”, afirmou no lançamento do primeiro livro.
O segundo volume permite observar o passo seguinte desse processo.
Mateus não apenas escreveu novas histórias. Ele voltou ao que havia criado, recuperou personagens, desenvolveu continuações e começou a estabelecer ligações entre diferentes momentos de sua produção.
A própria apresentação da nova obra destaca que algumas aventuras do primeiro livro haviam terminado com a promessa de continuação e que agora o leitor pode descobrir o que aconteceu depois.
Algumas histórias já apontam para o próximo livro
O movimento de continuidade não termina neste segundo volume.
Perto do final da obra, uma das narrativas é interrompida deliberadamente com a frase: “A continuação eu conto no próximo livro.”
Em “Quatro Heróis”, último conto do volume, Rafael, Olivia, Lian e Ana entram em contato com um misterioso livro encontrado no lixo da escola. A publicação descreve uma criatura capaz de escolher uma instituição como vítima e aprisionar todos em seu interior. Quando um dos personagens começa a perceber que aquela ameaça pode não ser apenas ficção, o conto é interrompido novamente com a promessa de continuação.
O recurso cria um elo com um possível próximo volume e mostra que Mateus passa a utilizar a própria coleção como espaço para desenvolver histórias mais longas.
Ilustrações acompanham o clima das narrativas
O segundo volume conta com ilustrações de Lucas Herculano.
As imagens acompanham a variedade de atmosferas criadas nos textos. Em uma delas, crianças aparecem em uma floresta escura diante de uma figura misteriosa; em outra, uma criatura de aparência ameaçadora ocupa um shopping; há ainda a representação de David em meio a um aterro sanitário durante a busca por seu diário.
A capa também sintetiza esse clima. Um grupo de personagens aparece reunido em uma floresta, diante de uma grande criatura, criando visualmente a expectativa de perigo, curiosidade e aventura que percorre a publicação.
O projeto gráfico e a diagramação são assinados por Cris Spezzaferro, enquanto Lucas Herculano responde pelas ilustrações.
A imaginação continua como ponto de partida
Mateus Schmidt Marta nasceu em 29 de maio de 2014, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Desde cedo demonstrou interesse pela escrita e pela criação de personagens. Aos 10 anos, começou a transformar suas ideias em histórias e, em 2025, publicou seu primeiro livro pela Marini Editora.
Na passagem do primeiro para o segundo volume, é possível acompanhar não apenas a chegada de novas aventuras, mas o desenvolvimento de um jovem autor que começa a construir continuidade dentro da própria produção literária.
Personagens retornam. Histórias ganham novos capítulos. Outras terminam deixando perguntas para depois.
A Marini Editora apresenta a obra como um convite à imaginação e ao prazer de criar histórias e reafirma, no expediente do livro, seu compromisso com publicações que estimulem criatividade, curiosidade, leitura e escrita entre crianças e jovens.
E, depois de dois volumes, uma pergunta permanece como uma espécie de fio condutor da coleção:
O que Mateus vai inventar agora?
Ficha técnica

Título: Contos do Mateus – Aventuras e desafios em um mundo inesperado – Volume II
Autor: Mateus Schmidt Marta
Ilustrações: Lucas Herculano
Editora: Marini Editora
Ano: 2026
ISBN: 978-65-82071-03-4
Categoria: Literatura infantojuvenil
Temas catalogados: Ficção, aventuras e contos de fantasia
Capa e diagramação: Cris Spezzaferro
Preparação de design: Karine Akina Kogati
Assistência de produção: Beatriz Lumi
Revisão: Cláudio Amaral
Registro autoral: Artesam
Atendimento aos autores: Julio Quixaba
Comunicação: Glauco Duarte Marini
Direção geral: Wilson Marini
Produção editorial e gráfica: Marini Editora
Sobre a Marini Editora
A Marini Editora Soluções Editoriais Ltda. é responsável pela produção editorial e gráfica de Contos do Mateus – Volume II.
No texto institucional incluído na obra, a editora destaca o incentivo a projetos capazes de estimular criatividade e curiosidade e de aproximar crianças e jovens da leitura e da escrita.
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