Em O Manuscrito Obscuro: A Obsessão, jovem autora paraense coloca uma escritora diante da própria criação; publicado pela Marini Editora, romance combina thriller psicológico, fantasia e dark romance
Até que ponto um escritor consegue controlar aquilo que cria? Essa pergunta está no centro de O Manuscrito Obscuro: A Obsessão — Quando a criação se volta contra quem escreve, primeiro livro de Camilly Vitória, jovem autora de 16 anos que estreia na literatura pela Marini Editora.
Na história, Harper é uma escritora de romances sombrios que encontra na literatura um refúgio para seus medos, traumas e obsessões. Enquanto trabalha em um novo manuscrito, porém, começa a perceber que os limites entre aquilo que escreve e a realidade estão se desfazendo.
Ethan, personagem nascido de suas palavras, deixa de existir apenas no papel. A partir daí, Harper passa a enfrentar uma presença que parece conhecer seus pensamentos mais íntimos e é obrigada a encarar lembranças da infância, perdas e segredos que permaneciam sem resolução. A narrativa transita entre Nova York e a Califórnia, enquanto passado, fantasia e medo se entrelaçam.
Quando o personagem deixa o papel
O primeiro capítulo situa Harper em Nova York, em 2010. Em seu ateliê, entre o café, a tinta e as páginas do manuscrito, a escritora se dedica a uma história cada vez mais ligada à escuridão que reconhece em si própria.
Sua irmã, Chloe, percebe a intensidade desse envolvimento e demonstra preocupação. Harper acredita estar no controle. É justamente essa certeza que começa a ser colocada em questão.
A história escrita por Harper envolve uma mulher misteriosa, marcada por segredos, e um homem consumido por uma obsessão. Conforme a narrativa avança, entretanto, aquilo que pertencia à ficção começa a adquirir presença concreta na vida da escritora.
Ethan surge diante dela como o homem que havia criado para sua história. O encontro estabelece um dos conflitos centrais do livro: afinal, quem controla quem — a escritora ou sua criação?
Thriller, fantasia e dark romance
A ficha catalográfica registra a obra nos assuntos thriller psicológico, ficção contemporânea, obsessão e escritores. A própria apresentação da obra amplia essa definição: trata-se de um thriller psicológico com elementos de fantasia e dark romance, voltado à exploração da mente humana, do poder da criação e da linha tênue entre controle e rendição.
A escrita, portanto, não funciona apenas como profissão da protagonista. Ela se transforma em parte do conflito.
Quanto mais Harper tenta compreender Ethan, mais precisa revisitar o próprio passado. Memórias da infância, traumas e questões de identidade entram na narrativa, enquanto a sombra deixa de representar apenas uma ameaça externa e passa a simbolizar aspectos que a protagonista procura esconder.
Uma inspiração que tomou outro caminho
No prefácio, Camilly Vitória revela que a ideia inicial surgiu inspirada em Verity, de Colleen Hoover, livro que a fascinou pela mistura entre realidade e loucura. Durante a escrita, porém, percebeu que sua história seguia outro caminho.
O que começara como um enredo de suspense incorporou fantasia e thriller, colocando Harper dentro do universo que ela própria estava criando.
A experiência de escrever também se aproximou, em alguma medida, do conflito vivido pela personagem. Camilly conta que houve noites em que pensou em desistir e apagar a história, mas decidiu continuar.
A autora resume uma das motivações da obra:
“O meu maior objetivo com esta obra é mostrar que até os escritores têm seus próprios pesadelos.”
Para Camilly, criar mundos, personagens e histórias também pode significar perder-se dentro deles — e procurar uma forma de se reencontrar.
Quando escrever também significa se expor
A publicação tem um significado particular para Camilly por marcar sua primeira experiência como autora de um livro.
“Este é o meu primeiro livro, e confesso que publicar algo tão íntimo é assustador. Mas também é libertador.”
No prefácio, ela explica ainda que procurou reunir elementos dos gêneros de que mais gosta: dark romance, thriller e fantasia, associados à emoção que pretendia imprimir à história.
Dividido em dez capítulos, O Manuscrito Obscuro: A Obsessão acompanha a tentativa de Harper de compreender o que está acontecendo ao seu redor e dentro de si mesma. Ethan permanece no centro dessa tensão, entre personagem, ameaça, obsessão e reflexo de uma parte da protagonista que ela ainda precisa enfrentar.
A pergunta que atravessa a obra permanece como provocação ao leitor: quem controla uma história quando a criação começa a desafiar quem a criou?
Uma autora de 16 anos estreia na literatura

Camilly Vitória tem 16 anos e vive em Senador José Porfírio, no interior do Pará. Apaixonada por histórias desde pequena, divide parte de seu tempo entre a escrita e a música, apontadas por ela como suas principais fontes de inspiração.
Atualmente cursa o segundo ano do ensino médio e pretende continuar escrevendo e publicando novos livros. O Manuscrito Obscuro: A Obsessão marca sua estreia literária.
A apresentação da autora na própria obra destaca seu interesse por histórias que transitam entre thriller, dark romance e fantasia e por personagens emocionalmente complexos, com temas como trauma, identidade, medo e obsessão.
Fala do editor
“Publicar a estreia de uma autora de apenas 16 anos tem um significado especial porque revela como a literatura pode nascer muito cedo quando imaginação, leitura e disposição para escrever encontram espaço para se desenvolver. Camilly escolheu enfrentar, já em seu primeiro livro, uma proposta narrativa complexa: colocar uma escritora diante da própria criação e explorar a fronteira entre realidade, fantasia, medo e obsessão. Para a Marini Editora, participar desse início de trajetória é também reafirmar a importância de abrir espaço para novas vozes e novos autores.”
Wilson Marini, diretor editorial da Marini Editora
Ficha técnica
Título: O Manuscrito Obscuro: A Obsessão
Subtítulo: Quando a criação se volta contra quem escreve
Autora: Camilly Vitória
Editora: Marini Editora
Ano: 2026
Formato: 16 × 23 cm
Páginas: 138
ISBN: 978-65-83871-90-9
Direção editorial: Wilson Marini
Revisão: Cláudio Amaral
Capa e diagramação: Danielle V. Cardoso
Imagens: Freepik e ChatGPT, enviadas pela autora
Ficha catalográfica: Débora Soares Vicente de Santana — Bibliotecária CRB-9/1914

Sobre a Marini Editora
A MARINI EDITORA transforma ideias em obras que geram manifestações de autoconhecimento, cultura e inspiração. Com atuação nacional, publica livros de autores iniciantes e experientes, valorizando projetos singulares em diversas áreas do saber.
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